sequer escrevi nos primeiros dias da suposta solidão. não havia necessidade de dizer, afinal, disse um tanto a tantas pessoas que se interessam pela minha vida.Ganhei uma bela anestesia, me poupando de dor, alguém que tem poder se importa comigo, ou eu virei expert em pé na bunda, ou mesmo pode ser aquele remedio para a cabeça que minha mãe me deu, e que eu não tomo direito. Seja ela quimica ou um aprendizado, essa sensação desconhecida me faz cantar raul toda manhã ou invés de pensar nele, já não me levanto tão cansada, pois me preocupo com o meu bem estar e pensar assim, tão só, tão egoista é confortante.
Me sinto viva, cantante, falante, agitada, e ansiosa por melhoras, resultados e novas belezas, criaturas, conhecer, estar e ser outra pessoa, sem deixar eu, pra lá, mas adicionando mais a eu mesma.
Não me importa o tempo de duração dessa, que foi a melhor invenção da minha vida, a anestesia que não se sente, nem empola e mal fura... Tão eficaz, a prova disso, é esse texto. Meu combustível para a escrita é o mal estar, quando fico em paz, não sei criar fim.
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