quarta-feira, 16 de junho de 2010

parte II

como aos 14 anos, combinamos e deu certo. e então demos início a uma série de amassos que passou por todos os cômodos da casa até no outro dia de manhã, junto de nós, um copo descartável com dreyer. era dia, era responsável e era hora de ir... quis meu telefone! dei... sem acreditar que ele gravaria, não estava preocupada pois já vira seu orkut antes, sabia onde achá-lo e lógico, que se ele não me achasse "acidentalmente" acharia no orkut e daria um Oi sem vergonha.
Era 16 de setembro... me ligou, dizendo que era seu aniversário e que gostaria que fosse... então começou o maior dilema que eu tinha tido até então... "ir ou não ir, eis a questão" liguei para todos os amigos, amigas e irmãs perguntando o que devia fazer! não fui, não fui para lugar algum, não saí de casa, não quis levar para passear tanta angústia! tinha certeza que tinha feito merda. dormi.
10:00. já era cumplice da minha amiga de trabalho, e agora que não chegaria na hora mesmo! ela me chamou de idiota por não ter ido ao aniversário dele, não precisava ter falado pois eu mesma já tinha me chamado de idiota algumas vezes. para redimir o erro, ela armou uma "cilada" que a própria ansiedade dela não deixou que fosse surpresa: disse que ele me buscaria no shopping naquele dia! e desde então o dia não passou, foram as 6 horas mais longas da minha vida. já sabia o que faria, o que aconteceria e até onde. era o dia de afastar ou juntar ele a mim. minha chefe e todas as minhas colegas de trabalho estavam de prontidão para a chegada dele, nossa amiga em comum, disse como se pudese prever " não se apega, ele quer ir embora de vitória" e foi nessa hora que ele chegou. não sabia onde por a cara, o que falar, o que fazer... fiquei vemelha e abracei na loja. meu cordão garrou no fone dele para eu ficar com mais vergonha ainda. chegamos em casa.

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